domingo, 1 de setembro de 2013

DEEP...





 
A verdade não é nada..
O que você acredita ser verdade é tudo...
E o que eu mais usei para acreditar nisso
É que estaria com você pra sempre.
"Para sempre"...
A razão que me fez levar tanto tempo para escrever isso,
É que eu vejo que tenho sido uma idiota.
Eu passei boa parte da minha vida me enganando.
Cada coisa que escrevi, ou a maior parte delas,
Tem sido coisas de amor.
E como isso poderia ter sido diferente?
O que eu amo? Bem sei. Mas amo em total abandono
Amo antecipadamente as horas quando sei que
você está vindo em minha direção,
Eu posso ver agora que tudo que escrevi,
Exceto o que estou fazendo agora,
Eram declarações de amor ruins...
Isso, porque declarações de amor ruins,
Imploram pelo amor de volta.
E declarações de amor boas ,não pedem nada...
E é por isso que o que estou fazendo agora
É a única declaração de amor verdadeira para você.
Porque não há mais nada para você fazer.
Você já fez tudo e eu também.
Tenho o bastante de você na minha cabeça
Para durar para sempre...
Então, por favor, não se preocupe comigo.
Eu estou bem. Estou mesmo. E tenho tudo.
Muitas coisas não podem mudar, é a lei da vida.
Alguns caminhos alheios já foram traçados,
Algumas escolhas feitas,enfim...
Mas se eu tivesse um desejo,
Seria que a sua vida desse a você uma amostra
da felicidade que você trouxe para mim.
Para que você possa sentir como é amar.
( Embora eu saiba o que você bem sabe e sente)
E todo o resto fica nas entrelinhas...
No seu olhar, na maneira de me tocar,
Na forma da gente se comunicar, se entender,
Sem precisar de palavras,
De desculpas,de maneiras,
Com vontade, sem nos perder...
Do nosso jeito sempre.
 
 
 
 
 "Se em certa altura
  Tivesse voltado para esquerda em vez de para a direita,
  Se em certo momento,
  Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim,
  Se em certa conversa,
  Tivesse tido as frases que só agora,no meio-sono, elabora-
  Se tudo isso tivesse sido assim,
  Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
  Seria insensivelmente levado a ser outro também."
 
  ( Álvaro de Campos- Heterônimo de Fernando Pessoa) 


 


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